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Prefácio e Introdução
1. Preparando-se
2. Principiando
3. Organizando
a comunidade
4  Entrando
em ação
5. Sustent
abilidade
Apêndices
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Manual para Mobilizadores

ISBN: 92-1-131401-1 UN: HS/543/98
. Como a natureza ama o incompleto.  Ela sabe que
chegar a uma conclusão seria, para ela, o fim.
Christopher Fry 
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Prefácio e Introdução
1. Preparando-se
2. Principiando
3. Organizando
a comunidade
4  Entrando
em ação
5. Sustent
abilidade
Apêndices
Final
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Prefácio
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Este manual é o resultado de seis anos de mobilização e treinamento na gestão de comunidades no Community Management Progamme, executado pelo UN-Habitat e implementado pelo Directorate of Community Development of the Government.   (Enquanto originalmente projetado para Uganda, é agora utilizado em dezenas de países em cinco continentes).
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Muitas lições foram aprendidas nestes anos, algumas pelo sucesso, algumas pelo fracasso. Através delas, vimos a força potencial e a surpreendente resiliência das comunidades.  . O que nós constatamos é que todas as comunidades, não importa quão pobres, têm recursos (muitos ainda por identificar) que podem ser explorados, de modo que eles, e toda a sociedade, possam se desenvolver. Para liberar e fazer o melhor uso deste imenso recurso nacional, é necessário o treinamento para mobilização e gestão. 
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Este manual (parte de um conjunto de três manuais) tem a intenção de mostrar como estes rescursos potenciais podem ser liberados para o desenvolvimento sustentável.  . É dirigido ao governo, a ONGs, a mobilizadores profissionais e a voluntários em qualquer lugar.   Esperamos que seja útil para você.
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Phil Bartle, Principal consultor técnico 
Laban Mbulamuko, Coordenador nacional 
Programa de gestão de comunidades 
1992-1998 
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Introdução
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A participação comunitária não acontece por si. Deve ser estimulada e encorajada.  . Este livro é dedicado a aqueles que querem iniciar este processo.
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Este livro é do tipo "como fazer" dedicado a mobilizadores da comunidade que querem estimular a mudança social numa comunidade, no sentido de mais desenvolvimento, erradicação da pobreza, melhor governança, aumento da integridade e transparência na gestão das questões da comunidade; em suma, empoderamento daquela comunidade . Há aqui, portanto, um mínimo de história, teoria, ideologia e descrição, e uma ênfase nas habilidades necessárias e na compreensão de conceitos úteis para quem for trabalhar na comunidade. 
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Quem deveria usar este livro? . Enquanto este livro, primariamente, destina-se aos novos mobilizadores no campo, nós convidamos planejadores, administradores e gestores à sua leitura, se sua responsabilidade inclui os mesmos objetivos de fortalecimento da comunidade. 
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Este é o primeiro livro, e o livro central central de uma série de três manuais. . Os outros, que complementam este, são: "Manual de monitoramento e avaliação" e "Manual de geração de renda."
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Ao final do documento está uma série de links para guias e notas para treinadores no uso deste manual. 
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Prefácio e Introdução
1. Preparando-se
2. Principiando
3. Organizando
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Final
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1. Preparando-se:
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Para que você possa estimular, com êxito, o desenvolvimento por auto-ajuda de uma comunidade, você deve antes preparar-se.  . Você deve ter clareza e muito conhecimento de seus objetivos; você deve conhecer sobre sua comunidade alvo; você deve ter as habilidades necessárias; você deve compreender os conceitos fundamentais da mobilização.
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A primeira coisa a fazer, agora, é iniciar um diário.   Pode ser um caderno escolar barato  Você poderia usar quatro cadernos e nomeá-los: (1) Objetivos e conceitos; (2) A comunidade alvo ; (3) Habilidades de mobilização, e (4) Um diário.  . Organize a si mesmo, não importa como. O importante é começar a fazer notas e observações.   Escreva pensando no seu leitor.
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Este capítulo informa você das coisas que você necessita para estar preparado.   Não suponha, entretanto, que você possa, em algum ponto, estar preparado “de uma vez por todas”.  . Nós, mobilizadores, estamos aprendendo continuamente, mais e mais sobre todas as coisas mencionadas neste capítulo.   É um processo que nunca termina. Estaremos fadados ao fracasso se em algum momento pensarmos que já sabemos tudo. 
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1.1. Conheça seus objetivos:
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Um dos lemas que usamos no treinamento gerencial é “se você não sabe aonde está indo, nenhuma estrada saberá”   (veja "lemas.") Isto vale para você, também, ao preparar-se para sua mobilização. . É fácil andar com ar de ocupado, arranjando reuniões, providenciando a consrução de latrinas, conversando com líderes comunitários, movendo grupos de reivindicação, estimulando ação, sem avançar na realização de um genuíno fortalecimento da comunidade.   Você tem de esclarecer seus objetivos, primeiro para você mesmo, depois no papel, então para aqueles ao seu redor. 
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Aqui, você deveria começar a escrever em seu diário, ou a seção dele que você reservou para objetivos e conceitos.  . Você deve estabelecê-los como seus próprios objetivos, não pensando neles meramente como uma lista dos ideais para alguma outra pessoa. 
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Os objetivos de mobilização para desenvolver uma comunidade podem variar de pessoa para pessoa, comunidade para comunidade.  Entretanto, há elementos comuns.  . Estes incluem: erradicação da pobreza , boa governança, mudança na organização social, desenvolvimento da comunidade,capacidades na comunidade, desenvolvimento de capacidades, empoderamento de pessoas de baixa renda e marginalizadas, e igualdade entre os sexos .
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À medida que você avança na leitura deste manual, engajando-se na mobilização, você verá que cada um destes objetivos se torna mais interessante e desafiador, quanto mais você conheça.  . Retorne para seu diário frequentemente para atualizar, refinar e adicionar detalhes para todos estes objetivos. 
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Redução de pobreza, por exemplo, é uma tarefa mais complexa e desafiadora quando você trabalha com ela do que quando se envolve somente com seus dados.   Aprendemos a evitar "alívio de pobreza" porque isto meramente fornece alívio temporário à dor e ao desconforto, e não leva a uma solução durável.  . Pobreza não é meramente a ausência de dinheiro(como você verá mais adiante nestes manuais) e atacar as causas da pobreza significa lutar contra apatia, ignorância, doença e desonestidade.  Isto é somente um exemplo de onde sua compreensão do objetivo se expande através da experiência. 
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De modo similar, a boa governança não significa simplesmente liderança forte e administração eficiente. Também significa transparência, envolvimento das pessoas, confiança, honestidadee uma visão de futuro. . Você irá aprender, também, que dificilmente pode esperar dos líderes comunitários serem (ou tornarem-se) ) transparentes no seu uso dos recursos comunitários se você mesmo não é transparente nas suas atividades comunitárias. 
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Olhe em: Glossário de palavras-chave, para discussão introdutória sobre estes objetivos (redução da pobreza, desenvolvimento comunitário).  . Compare-os com as anotações em seu diário. 
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1.2. Conheça sua comunidade alvo:
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Um outro provérbio que nós dizemos no desenvolvimento de comunidades é: “o poteiro deve conhecer seu barro”.   “o poteiro deve conhecer seu barro”.   Você quer moldá-la, desenvolvê-la em algo forte.  . Para fazer isto, você deve conhecer muito sobre a comunidade (e sobre a natureza de comunidades em geral).   Você deve conhecer tanto quanto possível sobre sua organização social, economia, linguagens, layout (mapa), problemas, política e ecologia.
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Sua pesquisa não deve meramente no intuito de obter uma lista de fatos não relacionados entre si; você deve analisá-los para entender a natureza da comunidade como um sistema social.   (veja O que é comunidade?) . Pense: como os diferentes elementos estariam relacionados? 
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Um bom princípio é fazer um mapa.  Onde moram as pessoas?   Que facilidades existem na comunidade? (por exemplo, estradas, caminhos, abastecimento de água, clínicas, escolas, esgoto, mercados e outros organismos e serviços comunitários). . Mais tarde, quando você liderar membros da comunidade por um levantamento da situação da comunidade (recursos, necessidades, oportunidades, problemas), mapada comunidade.  Fazer um agora para você mesmo irá ajudar você a preparar-se para a atividade participativa mais tarde. 
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Coloque suas anotações em seu diário.   Faça observações sobre a comunidade e sua organização social, economia, linguagens, políticas,valores partilhados, tradições e sua relação com o ambiente físico (ecologia). . Continue a analisar como os diferentes elementos se relacionam uns com os outros. 
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Você irá aprender que uma comunidade não é uma mera coleção de indivíduos, mas um sistema que transcende estes indivíduos.   Como um sistema, ela tem várias dimensões, tecnológica, econômica, política, institucional, ideológica e perceptiva.   As pessoas vêm e vão, por nascimento, morte e migração, e mesmo assim o sistema persiste.   E está sempre mudando.  . Seu trabalho é entender tal sistema, de modo que você possa conduzir a mudança em curso para certas direções (como indicado nos seus objetivos que discutimos acima). 
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Há uma porção de coisas que você pode aprender sobre sua comunidade alvo, e você nunca deve parar. 
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1.3. Saiba as habilidades de que você necessita:
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As habilidades que você necessita como um mobilizador não são excepcionalmente difíceis de aprender, mas podem ser muito poderosas.   Podem ser mal usadas.   Como uma analogia, pense nas habilidades de um chaveiro.   Ele desempenha muitos serviços úteis e valiosos, mas eles podem ser mal usados em arrombamento, invasão e roubo. ..... À medida que você aprende habilidades de mobilização, use-as para benefício da comunidade, não para benefício próprio às custas da comunidade. 
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Como seu grupo alvo é a comunidade como um todo, a maior parte das suas habilidades necessárias inclui-se entre as habilidades de comunicação.  Você precisa aprender a falar em público, mas não como um orador qualquer.  O tipo de fala pública que você necessita saber é o tipo necessário para a liderança e a facilitação.  . Você deve aprender como tirar informações e decisão de um grupo, o que requer um pleno entendimento de seus objetivos e uma confiança descontraída em frente às pessoas.   Você deve ser capaz de reconhecer sermões, lições e discursos, e evitar tais estilos. 
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As habilidades técnicas de que você necessita como um mobilizador incluem: falar em público, planejar, gerenciar, observar, analisar e escrever. A melhor maneira de aprender estes é através do autodidatismo.  . Você também necessita desenvolver um caráter pessoal que é honesto, entusiástico, positivo, tolerante, paciente e motivado. 
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Você tem de saber como ouvir e entender quando as pessoas falam.   Você tem de saber como certificar-se de que a informação é precisa  Você tem de saber como ilustrar um aspecto e fazê-lo interessante para um ouvinte.   Você não tem de pregar como um pregador; não tem de fazer discursos como um político; não tem de dar lições como um professor.  . Você tem de aprender como permanecer confiante mas sensível a outros quando estiver no meio ou à frente de muitas pessoas. Você tem de saber como conhecer e gostar de pessoas.   Você tem de saber como evitar sendo auto-centrado, convencido ou arrogante. Você tem de saber como conduzir uma discussão sem ser mandão, ditatorial ou sarcástico.   Ensine isto a você mesmo.
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Você adquire estas habilidades fazendo (não somente lendo um livro-texto).  .,, Se você freqüentasse aulas de desenvolvimento comunitário, e sempre sentado e tomando notas, não teria o melhor treinamento. Você deveria praticar, inicialmente à frente de seus colegas, depois à frente de um grupo comunitário. 
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Como você deve organizar executivos, você necessita algumas habilidades organizacionais. Como você conferir habilidades gerenciais também faz parte de sua tarefa de fortalecer, você mesmo necessita habilidades gerenciais .  Como você orienta grupos da comunidade em seu próprio planejamento, você mesmo necessita habilidades de planejamento.  . Como você orienta e guia grupos para manter registros financeiros honestos e acurados, você também precisa de habilidades contábeis.   E como você guia os grupos na redação de relatórios e tem de escrever os seus próprios relatórios, você também necessita da habilidade de escrever.   Aprender fazendo. 
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Você tem de saber como aprender rapidamente uma linguagem, (veja Um método auditivo para aprender uma linguagem oral) e tornar-se familiar com diversas linguagens em uma comunidade. 
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Mais que somente habilidades técnicas, você precisa ter algumas características de personalidade necessárias para o sucesso como um mobilizador (Veja o material de treinamento: ser um mobilizador). . Sua reputação é o seu ativo mais forte. Se você é conhecido como alguém honesto, diplomático, fiel, trabalhador, ético, de vida reta, tolerante, entusiasta, humilde e sincero, sua reputação ajudará você a mobilizar.   Mas se você não é, procure uma outra aptidão. 
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1.4. Conheça os conceitos básicos
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O que é desenvolvimento? Desenvolvimento da comunidade? Participação da comunidade? Pobreza? Comunidade? . Empoderamento? Transparência? Sustentabilidade? (Estas palavras são discutidas nas "palavras-chave.")
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Para ser um mobilizador bem-sucedido, você necessita mais que algumas habilidades técnicas no diálogo com o público e na organização de grupos para a ação. . Você tem de saber por que usar estas habilidades. Você precisa conhecer princípios.
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Se o seu alvo é uma comunidade, então você deveria conhecer alguns conceitos sociológicos sobre a natureza de comunidades e a natureza da mudança social (inclusive o desenvolvimento) de comunidades.  Isto é, você precisa compreender alguma coisa da organização social, da matéria da sociologia, da antropologia, da economia, da política, e as forças e processos que pertencem a estas disciplinasVeja "Cultura.") . De imediato, não lhe fará falta ter um grau universitário, mas você deveria ensinar-se os princípios e cultivar o conhecimento destes assuntos. 
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Se você quer fortalecer (empoderar) uma comunidade de baixa renda, você deve compreender o inimigo, que é a síndrome da dependência. (Veja: "Dependência").
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Se seu objetivo é a remoção ou erradicação da pobreza, você necessita saber mais que os sintomas e resultados da pobreza.   Você também tem de compreender as causas da pobreza para poder apoiar e promover mudanças que irão contrabalançar estas causas. . Veja que o alívio da pobreza apenas reduz temporariamente a dor, mas não contribui para a erradicação da pobreza.   A pobreza não é meramente uma questão de dinheiro, e dinheiro não erradica pobreza.  (Veja o manual associado: "Manual de geração de renda").
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Se você olhar em "palavras-chave”, irá encontrar uma lista bastante abrangente de conceitos básicos para o trabalhador na comunidade. (Hyperlinks para todos os apêndices estão relacionados abaixo). . Em cada conceito, você irá encontrar não uma definição de dicionário, mas alguns apontamentos que atendem os propósitos deste manual: como ser um mobilizador. 
Não memorize tais notas. Pense sobre cada conceito.   Escreva sobre eles no seu diário.  Discuta-os com colegas em encontros, conferências, workshops.  . Durante seu tempo livre, depois do trabalho com amigos, tome algum tempo da discussão sobre resultados do futebol para conversar sobre um ou dois destes conceitos. 
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Tentar aprender "de uma vez por todas" é como tentar comer "de uma vez por todas." . O aprendizado, assim como o desenvolvimento da comunidade, nunca deveria terminar. Se você terminar de aprender, estará morto. 
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1.5. Recursos externos:
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Você e a comissão executiva da comunidade estarão sob considerável pressão para trazer recursos de fora para dentro da comunidade.   Você e a comissão executiva da comunidade estarão sob considerável pressão para trazer recursos de fora para dentro da comunidade. . Agências doadoras querem ajudar, enquanto os membros da comunidade querem receber.   Você sabe, todavia, que trazer recursos de fora contribui para a síndrome de dependência e reduz as chances de sustentabilidade e auto-suficiência.
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Ainda, há maneiras de maximizar a habilidade reforçadora de usar recursos externos como ilustrado na história de Maomé e a corda (veja Contos). Se você pode convencer um doador externo a prover alguns custos para treinamento em habilidades, treinamento em gestão e mobilização, e assistir a comunidade na obtenção da maior parte de seus próprios recursos de construção, você pode contribuir para a auto-suficiência e sustentabilidade.  . Se o profeta tivesse apenas dado comida ao mendigo, ele teria treinado o mendigo a mendigar; dando a ele alguma orientação e capital, ao invés disto, ele ajudou o mendigo a tornar-se autônomo. 
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Este manual não ajuda você a obter recursos externos, como em Elaboração de projeto, que pode ser usado para preparar propostas efetivas.  . Como qualquer ferramenta poderosa (por exemplo, o fogo), pode ser feito mau uso destas habilidades, e isto pode contribuir para a pobreza a longo prazo. Use-as bem, e para as finalidades corretas. 
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Prefácio e Introdução
1. Preparando-se
2. Principiando
3. Organizando
a comunidade
4  Entrando
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5. Sustent
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2. Principiando:
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No capítulo anterior, você leu sobre algumas das coisas que precisa (como um mobilizador) Você não consegue colocar a comunidade em ação sem que você mesmo aja, preparando-a para a ação. Sua fase de iniciação é a fase de preparação da comunidade. . Você não consegue colocar a comunidade em ação sem que você mesmo aja, preparando-a para a ação.   Sua fase de iniciação é a fase de preparação da comunidade.
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Depois de despertar consciência entre as autoridades, e obter permissões necessárias para trabalhar, sua tarefa seguinte é despertar consciência dentro da comunidade-alvo ou de comunidades que você quer mobilizar e fortalecer.  .. Despertar consciência entre autoridades significa principalmente (1) explicar seus objetivos e (2) métodos, e (3) convencê-los de que eles podem se beneficiar do seu sucesso.   Lembre-se de que encontrará resistência à mudança social, e isto freqüentemente dirá respeito àqueles mais cheios de segundas intenções.
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Despertar consciência dentro das comunidades-alvo significa explicar seus objetivos e métodos, e também significa dar passos positivos para prevenir o levantamento de expectativas não realistas.  . Sua maior preocupação aqui será assegurar informação precisa e sua interpretação.
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Este capítulo mostra a você como começar. 
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2.1. O ciclo de mobilização:
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Ele varia em comprimento e em alguns detalhes, mas permanece um padrão básico. O papel que lhe cabe é iniciar o processo e segui-lo inteiramente.  . Ele varia em comprimento e em alguns detalhes, mas permanece um padrão básico. O papel que lhe cabe é iniciar o processo e segui-lo inteiramente. 
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O Ciclo de mobilização aqui é somente um exemplo do processo, emprestado do Community Management Programme de Uganda., do processo. . O seu irá variar de comunidade para comunidade, de tempo em tempo, e de acordo com os recursos disponíveis, a política do seu empregador, ou outras circunstâncias. 
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O processo essencial é algo assim: inicialmente você obtém permissão e autorização para fazer o seu trabalho. Então você começa a despertar a consciência na comunidade de que ali existem problemas.   . Você previne as pessoas de suporem que você irá resolver os problemas deles, mas aponta que a comunidade tem recursos potenciais para resolver os próprios problemas.   Tudo o que ela necessita é a vontade, e provavelmente algumas habilidades gerenciais que você ajudará a conseguir.   Você facilita sua unificação comunitária, levantamento e concordância num objetivo prioritário. Você os ajuda a organizar um comitê executivo ou revitalizar algum existente.   Você os ajuda a preparar um plano de ação e elaboração de projeto.   Você os anima de modo que eles, não você, o implementem, assegurando que há transparência, monitoramento e relatório.  Você os ajuda a celebrar a finalização e então avaliar os resultados. 
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O segundo levantamento inicia novamente todo o processo – por isto mesmo chamado de ciclo. Na segunda vez eles estão mais fortes e mais autônomos,e provavelmente você terá identificado mobilizadores locais que irão ajudar a manter o ciclo quando você, lentamente, retirar-se.  .
Você repete o ciclo quando for adequado.
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2.2. Abrindo o caminho:
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Antes que você inicie o trabalho em sua comunidade alvo (ou comunidades), você deve ter obtido ambas as permissões necessárias, e também a cooperação ativa das autoridades e líderes responsáveis pela área. 
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Lembre que você realmente tem dois alvos (beneficiários), não somente (1) a comunidade mas também (2) as autoridades que são responsáveis pela área em que se encontra a comunidade.  . Seu objetivo para cada comunidade é fortalecê-la promovendo ações de auto-ajuda.   Seu objetivo para as autoridades é trabalhar em direção à sustentabilidade através de mudanças para um contexto ou ambiente favorável (política e administrativamente) ao redor e acima da comunidade. 
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Seu objetivo para líderes (políticos e informais), administradores ("burocratas") e especialistas técnicos ("tecnocratas") é o de dissuadi-los de serem "provedores" para se tornarem “facilitadores de auto-ajuda pelas comunidades.” Não é um trabalho simples. Quando os políticos reclamam que “provêm” (isto é, provêm qualquer instalação comunitária), eles obtêm popularidade e votos. É provável, portanto, que tenham segundas intenções na “abordagem provedora”. . De forma semelhante, quando administradores e tecnocratas reclamam que “provêm”, então eles acreditam (muitas vezes com razão) ) que irão aprimorar suas carreiras e obter promoções.   Eles podem ter segundas intenções em não mudar para "facilitadores".  Sua estratégia é demonstrar e convencê-los de que irão se beneficiar de abandonarem a abordagem de "provisão" e passando para uma abordagem de "facilitação" .
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A verade é que, se eles mudarem logo de uma abordagem de "provisão" para uma de "facilitação" , eles mesmos serão beneficiados.  Isto é porque toda comunidade tem recursos escondidos que não serão identificados enquanto se esperar das autoridades externas o provimento de todos os recursos. . Se a comunidade toma a responsabilidade de prover suas próprias instalações e serviços e recebe treinamento gerencial para fazê-lo, muitos recursos ocultos são revelados e utilizados.   Se líderes e autoridades responsáveis mudam para uma abordagem viabilizadora, o fortalecimento resultante das comunidades pode se tornar a base a partir da qual eles conquistam popularidade, votos, avanços na carreira e promoções. 
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É sua tarefa demonstrar que a abordagem da "provisão" pode beneficiar líderes e autoridades a curto prazo, mas não é sustentável, enquanto a abordagem "facilitadora" contribui para o genuíno desenvolvimento e crescimento que os beneficia a longo prazo.  . À medida que você puder convencer as autoridades dos benefícios de fortalecer comunidades, você irá mais facilmente obter permissão para trabalhar, obter sua co-operação ativa, e combater segundas intenções que iriam procurar impedir o fortalecimento e a auto-suficiência das comunidades. 
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Para obter autorização ou permissão das autoridades, é útil provê-los com documentação, referindo à política oficial, acertos e memorandos de entendimento MDE), que você possa ter.  (isto depende de suas circunstâncias).  . Quando fizer isto, explique-lhes como eles irão se beneficiar de ter comunidades mais fortes, auto-suficientes, em suas áreas de responsabilidade. 
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Se seu orçamento e plano de trabalho permitirem, este é o momento de organizar um workshop para sensibilizar autoridades. 
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2.3. Conscientização:
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Depois que você preparou-se e obteve autorização das autoridades, é hora de encorajar a comunidade para a ação. . Você inicia isto convocando uma reunião pública com todos os membros da comunidade.   Isto principia a fase de "conscientização" do ciclo.
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Pode haver uma tendência de somente algumas pessoas mostrarem interesse em comparecer a uma reunião.   Seu trabalho é assegurar que as mulheres participem.  . Seu trabalho é assegurar que as mulheres participem.   O mesmo com outras pessoas que têm de ser encorajadas: os jovens, os portadores de necessidades especiais, as minorias étnicas, os tímidos, as minorias religiosas, os analfabetos, os muito pobres e os marginalizados.
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Quando você começa a falar sobre problemas da comunidade, e perguntar quais são seus problemas prioritários, haverá a suposição de que você está ali para resolver os problemas deles, para eles.   Você tem de contra-atacar esta suposição e explicar que eles têm de resolver seus próprios problemas; você somente pode assisti-los e guiá-los, mas não pode fazer para eles.  . De modo similar, eles podem assumir que você irá prover recursos.   Rapidamente e com firmeza, destrua esta suposição, explicando que eles devem identificar e prover seus próprios recursos; você somente pode assisti-los e guiá-los nesta atividade. 
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Você irá aprender a ilustrar seus pontos de vista com histórias, analogias e provérbios.   Um deles é: “Não peça ovos a uma vaca; não peça leite a uma galinha”.  . Sua função é dar treinamento gerencial e motivação; não é dar dinheiro, tubos ou telhas. 
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Você não pode esperar que as pessoas deixem de fazer suposições.  Eles farão. Você deve contradizer de maneira explícita e pública estas suposições que irão despertar falsas expectativas Eles farão. Você deve contradizer de maneira explícita e pública estas suposições que irão despertar falsas expectativas  . Se você não fizer isto, encontrará mais tarde um desapontamento destrutivo, que irá desfazer todo o trabalho realizado.   As pessoas vão reclamar que você lhes prometeu recursos, mas não manteve sua palavra. 
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Você quer despertar consciência, mas consciência de quê?
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Lembre que seus objetivos diferem daqueles da comunidade  Eles podem querer um abastecimento de água, uma clínica, escola ou estrada.   Você quer que a comunidade se torne forte e auto-suficientes, reduzindo pobreza, aumentando o equilíbrio de gênero, melhorando a governança.  . A consciência que você quer despertar é que, não importa quão pobre seja a comunidade, ela tem o potencial de resolver seus problemas, de tornar-se forte.   Tudo o que ela necessita é o desejo de fazer isto, e o treinamento gerencial que você pode prover. 
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É importante passar informações precisas (evitar o levantamento de falsas expectativas).
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2.4. Organizando unidade:
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Mencionei acima que você deve assegurar a presença das mulheres às reuniões da comunidade convocadas por você (exceção: comunidades islâmicas conservadoras). . Ainda: os deficientes, a juventude, os idosos, os muito pobres, os privados do direito de voto, os marginalizados, os tímidos e os reservados. Isto é parte de sua estratégia de unidade na organização da comunidade. 
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Veja Organizando a unidade. Toda comunidade tem forças tentando dividi-la. . Estas podem ser baseadas em diferenças em clã, grupo étnico, religião, classe, gênero, idade, educação, habilidades físicas e mentais, ocupação, renda, riqueza, acesso à terra (proprietário, arrendatário, posseiro, outro) e outras características que dividem pessoas. 
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É importante que você, como um mobilizador, seja visto como alguém neutro (como um árbitro), não aliado a, nem favorecendo facção alguma. . Isto significa que você deve conhecer a comunidade muito bem. Se você gasta muito tempo com algumas pessoas, outros podem sentir que você está enviesado. 
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Não tema, em público, mencionar diferenças e facções na comunidade, mas rapidamente aponte que você não está alinhado com qualquer facção ou quaisquer facções.  . Lembre, ainda, que você não objetiva tornar a comunidade homogênea (todos o mesmo), mas a unidade da comunidade significa que todas as facções reconhecem a comunidade como um todo e, numa atmosfera de tolerância, todas as pessoas entendem e respeitam todos os outros, independendo de religião, classe, clã, gênero, habilidade, riqueza, etnia, linguagem ou idade. 
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Uma comunidade unificada é um pré-requisito para identificar um problema prioritário da comunidade, e um objetivo.
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2.5. Diálogo público:
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Tanto para despertar consciência com para a organização da comunidade, sua principal ferramenta é um encontro público em que a discussão é o principal recurso.
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Aqui é muito importante que você seja bem informado e à vontade com seus objetivos mobilizadores, como indicado acima no capítulo um, e os conceitos chave, como nas Palavras chave. . E mais.  Não memorize definições; reinterprete todos aqueles conceitos como você os entende, e debata seu significado em seu diário, e com seus colegas. 
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Não pregue sermões como um pastor; não faça discursos como um político; não dê lições como um professor, evite pontificar, florear ou ditar.   Seja facilitador.  Faça perguntas.  Guie. . O modelo do seu melhor papel deveria ser aquele renomado educador da Grécia antiga, Sócrates, quem ensinou sempre fazendo perguntas, nunca dando respostas. Ele era um grande facilitador, guiando as pessoas a pensar (analisar, observar) por conta própria.
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Pareça despreocupado, confiante e informado.   Obtenha perguntas dos participantes.  . Especialmente, pergunte aos quietos e tímidos suas opiniões.   Não permita que os hiperconfiantes e dominantes tomem o controle da discussão.
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Nas reuniões públicas, você também introduz a sessão de "brainstorm" , que você irá usar novamente nas sessões de planejamento do comitê executivo.   Explique que diferentes tipos de sessões têm diferentes regras básicas.   O diálogo aberto, onde você guia facilitando e questionando, permite debate e conversas cruzadas; o "brainstorm" , não. . Num brainstorm você enfatiza que não há debate, críticas, conversas cruzadas.  Você pedirá sugestões e as escreverá no quadro, todas, mesmo aquelas aparentemente tolas, e mais tarde irá colocar prioridades na lista de sugestões.  O "brainstorm" é muito estruturado e enfocado, e os participantes devem aprender e praticar as regras básicas. 
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Nunca diga a um grupo da comunidade o que pensar ou o que fazer.   Você pode querer isto, pois você tem seus objetivos de empoderá-los, combatendo apatia, ignorância, dependência, doença e desonestidade (as causas da pobreza).  . Mas você tem de facilitá-los na chegada a sua própria realização, e sua própria decisão. Você deve tomar esta abordagem de facilitação se você quer empoderá-los, ou fortalecê-los.   (Evite dar aulas ou pregar).
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2.6. Desafiando a comunidade:
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A resistência produz força; seus músculos do braço se tornam fortes quando você levanta pesos.
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A resistência produz força; seus músculos do braço se tornam fortes quando você levanta pesos.   Se seus músculos nunca encontrassem resistência, iriam tornar-se fracos.   Se você faz muito por uma comunidade, ela não irá tornar-se forte.  . Não considere tanto a primeira sugestão de prioridade que aparecer da comunidade. Ela não deve ter sido bem pensada. Se você os desafiar, eles poderão pensar com mais cuidadeo sobre que ação tomar. 
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Vejamos um exemplo hipotético  Imagine que os membros da comunidade digam que seu objetivo primeiro é construir uma clínica. . "Muito bem", você responde, “mas qual é sua razão atrás da escolha do objetivo?”  ”A comunidade tem a capacidade de construir e manter uma clínica?”  “Que problemas a clínica irá resolver?  Fortaleça-os, deixando que defendam sua escolha.   Fortaleça-os, deixando que defendam sua escolha. 
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“Lembrem que são seus próprios recursos que irão construir; é realmente a maneira como vocês querem gastar seu dinheiro?”  . “Lembrem que são seus próprios recursos que irão construir; é realmente a maneira como vocês querem gastar seu dinheiro?” você diz.  Pode ser que se constate que bebês estejam morrendo, e esta seja sua preocupação primária. 
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Aqui está sua oportunidade de apontar um importante princípio de saúde básica; que a prevenção é muito melhor que a cura.  As crianças estão morrendo principalmente de diarréia causada por doenças de origem na água.  . Sendo desafiada a analisar seus problemas e procurar soluções práticas e viáveis, a comunidade pode responder reexaminando seus problemas prioritários e redefinindo seus objetivos prioritários.
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Sendo desafiada a analisar seus problemas e procurar soluções práticas e viáveis, a comunidade pode responder reexaminando seus problemas prioritários e redefinindo seus objetivos prioritários. . Não aceite passivamente sua primeira escolha de objetivo.
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Workshop Handout
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2.7. A comunidade escolhe sua ação:
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O foco de seu diálogo público e da conscientização será a escolha, pela comunidade, da ação a tomar. . É muito importante para seu sucesso que a decisão final seja aquela de toda a comunidade, não meramente o desejo de uma ou duas facções dentro dela. 
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Haverá grande ansiedade e pressão para concluir a ação, seja construir uma latrina, clínica ou um abastecimento de água, escrever uma nova legislação protegendo direitos de inquilinos, ou algum serviço de obra social.   Não se deixe distrair pela exasperação e pressão. . A comunidade tem seu objetivo (por exemplo, uma latrina) enquanto você tem seu objetivo (empoderamento da comunidade). Não são o mesmo. Você assiste e guia a comunidade na consecução destes objetivos, a maneira certa, mesmo com a demora que houver. 
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Políticos, jornalistas e administradores irão tentar julgar você pelos objetivos da comunidade ((por exemplo, construção da latrina). Não se iluda com isto.  Para você, a construção da latrina é "meio", não seu objetivo. . Se ela for construída sem empoderamento da comunidade, sem aumento do equilíbrio de gênero, sem aumento da transparência, sem aumento da auto-suficiência, então você terá fracassado na consecução do seu objetivo.
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É relativamente mais fácil canalizar recursos para uma comunidade (por exemplo, dinheiro, tubos, telhas) para construir uma estrutura física que provavelmente não é sustentável; os menbros da comunidade não irão sentir que ela lhes pertence, e não irão sentir-se responsáveis por mantê-la. . Você pode atingir o objetivo de curto prazo do político ou jornalista de fornecer uma latrina para a comunidade, mas você fracassará na consecução do seu objetivo de longo prazo de mobilizador, que é o objetivo de fortalecer a comunidade. 
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Se não for feito da maneira correta, não terá valido a pena.   A abordagem de "provisão" enfraquece a comunidade e contribui para a socialmente debilitadora "síndrome da dependência."
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Uma vez que a comunidade se preparou (consciência desperta, unidade melhorada, informação precisa, ação prioritária escolhida), ela estará agora pronta para entrar em ação. . O próximo capítulo mostra seu papel no processo.
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Workshop Handout
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2.8. Organização para a força:
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Se há muitos fatores que contribuem para a força, capacidade ou empoderamento, aquele que mais preocupa um mobilizador é a "organização." . Outros fatores sendo iguais, o nível e efetividade de organização determinam a força de um grupo, agência ou comunidade. 
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Vamos usar um time de futebol como exemplo.   . Se você tem dois times, com o mesmo número de indivíduos, a mesma faixa de habilidades, condição física e tecnologia (por exemplo, qualidade das chuteiras), eles seriam iguais.  . Digamos que um time não é organizado; não há divisão de trabalho, não há coordenação, não há estrutura social reconhecível.   O outro time é organizado, tem um treinador com autoridade, tem diferentes papéis para defesa, meio de campo e ataque, e outra divisão de trabalho. . Diferentes membros do time têm diferentes papéis e praticam o jogo numa maneira integrada (por exemplo, passando a bola)  Neste caso, é fácil ver que o segundo time é mais forte, tem mais força e capacidade que o primeiro, mesmo que suas outras características sejam iguais.  Melhor organização faz melhor capacidade. 
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Isto vale para sociedades inteiras (não pelo teor histórico, mas pelo princípio sociológico).   Os Akan da África Ocidental se expandiram rapidamente durante os séculos dezesseis e dezessete, e rapidamente conquistaram os Guans que os precederam. . O nível de tecnologia (inclusive armas) era aproximadamente o mesmo, como quase todas as outras características. Mas os Gual eram patrilineares (isto é, consideravam-se herdeiros da linhagem paterna) e viviam em linhagens dispersas, enquanto os Akan eram matrilineares num modo que organizava diferentes clãs em alianças funcionais, vivendo em assentamentos nucleados, cada clã com um papel diferente em matéria de guerra (avançada, ala direita e esquerda, retaguarda, intendência e comando) e uma organização de Estado.  Como na organização de um time de futebol, outros fatores sendo iguais (tecnologia, habilidades) o sistema mais organizado (Akan, a epítome do qual foram os Ashanti) venceu o menos organizado.
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O ponto importante, para você como mobilizador, é que seu objetivo no fortalecimento de uma comunidade de baixa renda é ajudar seu grupo-alvo a se organizar conscientemente para mais efetividade.   Você não forma um CBO executivo para seu próprio fim, ou os ajuda a escolher presidente, vice, secretário e tesoureiro somente para que tenham belos títulos.  . Você os ajuda a se organizar, melhorar sua organização, ou reorganizar a ação efetiva, para empoderá-los. Melhor organização resulta em melhor poder. 
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O capítulo seguinte guia você na organização. Seja consciente do motivo pelo qual você organiza (com que finalidade?) e deixa seu grupo-alvo participar como parceiro neste nobre esforço (o empoderamento de comunidades de baixa renda). 
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Workshop Handout
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Topo
Prefácio e Introdução
1. Preparando-se
2. Principiando
3. Organizando
a comunidade
4  Entrando
em ação
5. Sustent
abilidade
Apêndices
Final
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3. Organizando a comunidade:
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A maioria dos educadores e treinadores sabem que aprender na sala de aula, ouvir aulas ou apresentações, ler livros-texto são maneiras menos efetivas do que deixar os treinandos aprender fazendo. . Você quer que a executiva da organização da comunidade se torne mais forte por ser organizada de modo efetivo e treinada nas habilidades necessárias. Este capítulo mostra a você como combinar ação e treinamento.
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Com toda a comunidade, você organiza uma executiva. Veja  Organizar treinando).  Pode ter diferentes nomes, por exemplo Comissão executiva, CIC (Comitê de implementação da comunidade) Comitê de projeto, ou Comitê de desenvolvimento.   Então, com esta executiva, você faz um levantamento participatório detalhado das condições (incluindo problemas e recursos) na comunidade. . Usando técnicas de brainstorming, você mostra ao comitê como preparar um plano de ação.   Você, então, guia a executiva na apresentação de seus achados à comunidade como um todo.   Finalmente, usando mais uma vez técnicas de brainstorming, a comunidade modifica (se necessário) e aprova o plano de ação.
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Você também explica sobre a requisição de recursos externos (as habilidades de escrever propostas), advertindo-os do perigo da síndrome da dependência.  . Você também os treina na importância de monitorar deixa que decidam como fazer isto.   Finalmente, você os ajuda a organizar para a ação; a ação deles. 
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3.1. Treinamento em ação:
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As ações que a comunidade irá, agora, tomar, são para:
  1. formar uma comissõo executiva;
  2. levantar as condições da comunidade;
  3. preparar um plano de ação;
  4. obter recursos necessários;
  5. assegurar que todas as atividades da comunidade serão monitoradas, e
  6. organizar-se da forma mais efetiva para a ação.
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A ação em si não irá fortalecer a comunidade; tampouco o mero treinamento. . Sua tarefa é integrar a ação da comunidade com treinamento e orientação de seus membros. 
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Em todos os momentos em que você estiver guiando a comunidade, mostre-lhe que isto é uma oportunidade para aprender.  . Preparar um plano de ação pode, inicialmente, parecer um incômodo desnecessário; você deve mostrar a eles, com entusiasmo, sua importância e utilidade.
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A comunidade se fortalece quando seus membros aprendem fazendo e quando você facilita seu auto-aprendizado.
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3.2. Formando a executiva (CIC):
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A comissão executiva deve ser escolhida por toda a comunidade não somente como uma facção ou umas poucas facções. (Daí ser a organização da unidade importante, veja Organização da unidade). A executiva deve ser parte da comunidade, e responsável pela comunidade. CIC. . Você, como mobilizador, deve deixar isto claro para os membros da comunidade, usando todas as habilidades de comunicação que você tem. É recomendável repetir este recado de diferentes formas, e para diferentes grupos, em diferentes circunstâncias. 
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Você também necessita desfazer suposições nesta fase. A escolha de um tesoureiro, por exemplo, pode ser baseada em suposições.  Especialmente em comunidades rurais, com muitos analfabetos, muitas pessoas podem assumir que devem escolher por tesoureiro o membro mais instruído da comunidade.  . Poderia ser um professor de escola. Tem sido nossa experiência, muitas vezes, que o professor da escola mora longe do distrito, tem um baixo salário, não tem raízes na comunidade, não lhe tem lealdade. Um dia, ele foge com os recursos da comunidade, que a ele fora confiado administrar. 
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Por que o tesoureiro tem de ser instruído? Isto é uma suposição.  Alguém não necessita saber ler e escrever para contar.   Se uma senhora mais velha, uma avó, profundamente enraizada na comunidade e que goze de confiança for eleita, ela pode ser tesoureira, mesmo que analfabeta.  . Quando ela consegue apoio de vizinhos e parentes que freqüentam a escola para organizar os livros, a contabilidade deve se tornar mais transparente, pois cada gasto é explicado e discutido.   Ser tesoureiro significa ser responsável pelo dinheiro; não significa necessariamente guardar fisicamente os livros.
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Sua tarefa é ajudar a executiva a ser formada por toda a comunidade. (veja "Treinamento como organização"). A formação da executiva deveria ser um processo transparente e democrático e (veja ambos os termos nas palavras-chave). . O processo deve ser culturalmente apropriado e aceitável aos membros da comunidade (este é o motivo, explicado no capítulo um, de você ter de aprender sobre as características da comunidade tanto quanto possível). 
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3.3. Levantando as condições:
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Uma comun