Karl Marx
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Sociologia
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Karl Marx
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Materialismo Dialéctico
por Phil Bartle
traduzido por Gabriela Santos
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A distância mais curta não é sempre uma linha recta
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As noções de Karl Marx acerca da mudança foram construidas a partir dos escritos de um filósofo, G. W. F. Hegel, que desenvolveu o conceito da dialética.  Esta noção baseou-se na ideia de que tudo contém em si próprio as sementes para a sua própria destruição, mas que uma nova forma surgiria das cinzas resultantes daquela destruição.   O ciclo foi descrito como tese, antítese e síntese.  Algumas pessoas vêem nesta noção semelhanças com os mitos clássicos gregos e latinos sobre a Ave da Fénix, que voa demasiado próxima do Sol e arde, e com os mitos da Criação do povo Athapaskan, oriundo das Grandes Planícies da América do Norte.
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Marx aproveitou esta ideia da dialética e aplicou-a à sociedade, afirmando que as origens da mudança social são todas materialistas.  Para nós isto significa que elas pertencem às dimensões culturais da tecnologia e da economia.  À medida que a tecnologia se desenvolveu e os povos passaram de caçadores-recolectores à prática da agricultura (horticultura e criação de gado) e depois à Revolução Industrial, as mudanças na tecnologia conduziram a mudanças na organização social, nas crenças e nos valores.
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As sociedades de simples caça e recolecção praticavam, segundo Marx, uma forma de "comunismo primitivo".  Nas sociedades agrárias, às quais ele chamou de feudais, o principal conflito ocorria entre  os proprietários das terras - latifundiários - ou aristocratas e aqueles que trabalhavam as terras, ou servos.
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A principal fonte de conflito na era industrial ocorria entre:
  • os operários, aos quais Marx chamou de proletariado, a partir do Latim, os que sobreviviam da venda do seu trabalho e
  • os industriais proprietários das fábricas, a quem Marx chamou de burguesia, uma palavra com a mesma origem de burgo e burgês, que precisavam do trabalho alheio para fazer lucro.
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A classe explorada era favorável e beneficiaria da mudança no sentido de uma maior equidade, ao passo que a classe exploradora resistia a esta mudança.  Como a sociedade contém em si própria as sementes para a sua própria destruição, o comunismo simples caiu e foi substituido pelo feudalismo. Depois caiu o feudalismo, que foi substituido pelo capitalismo. Marx esperava que o capitalismo caisse devido à dinâmica de tensão entre trabalhadores e proprietários e a consequente revolução resultaria no comunismo, no qual o Estado se afastaria e a economia seria baseada na máxima: "De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades".
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Esta abordagem é chamada de materialismo dialético.
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Marx, que morreu em 1883, esperava que uma revolução comunista tivesse lugar como resultado da tensão entre trabalhadores e industriais. Ironicamente, as duas principais revoluções comunistas ocorreram na Rússia (1917) e na China (1949), ambas sociedades feudais na altura.
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Ver Sociólogos Mortos; Dead Sociologists Society.
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