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O
que idade, raça e sexo têm em comum quando usados para criar barreiras
à mobilidade social e/ou intolerância?
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| O
que estas três coisas têm em comum é que todas interagem nos limites
biológicos e culturais (ou sociais). Todos variamos em termos de
idade, sexo e características físicas. Não temos qualquer escolha
nas circunstâncias do nosso nascimento, como por exemplo, a escolha dos
pais, data e local de nascimento, ou que variação de cromossomas x e
y está envolvida na união de óvulo e esperma ("sorte do acaso").
Estas variações não são suficientemente puras para criar categorias
biológicas precisas, mas nós, como seres humanos, damos significado a
essas variações físicas e criamos categorias sociais (acreditando
que são biológicas). Ver Raça
e Biologia. |
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| Todas
as três interagem; todas as três são problemáticas enquanto categorias
biológicas (até o sexo). Usam-se todas as três para construir
socialmente barreiras à mobilidade social e gerar pensamento intolerante
e preconceituoso, de onde resulta o tratamento desigual dos indivíduos.
Note-se que barreiras à mobilidade (acções) e intolerância ou preconceito
(pensamentos) são diferentes, embora similares, e é preciso fazer a distinção. |
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| Quando
se formam grupos de pessoas com características físicas similares (frequentemente
devido à sua proximidade de nascença e residência), eles podem interagir
e desenvolver traços aprendidos similares. Isto pode reforçar os
preconceitos das pessoas, e parecer (falsamente) apoiar a noção errada
de que as características físicas das pessoas podem determinar os seus
atributos sociais. Criam-se, assim, estereótipos relativos às pessoas
de acordo com a sua idade, raça e género. O tratamento dado a indivíduos,
por serem categorizados deste modo, pode incluir a recusa da prestação
de serviços em lojas ou aluguel de casas. Isto é baseado em intolerância
(um modo de pensar). A recusa de oferta de emprego ou de promoções
baseada em semelhante intolerância é um obstáculo à mobilidade ascendente
(raramente descendente). Recusar-se a emitir uma licença de condução
e dar permissão para comprar bebidas alcóolicas ou tabaco, é descriminação
institucionalizada (legal). |
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| O
tecto
de vidro refere-se às barreiras da mobilidade ascendente das mulheres,
não da raça ou da idade. Embora haja características físicas
diferentes entre bebés, crianças, jovens, adultos e idosos, não existem
barreiras biológicas precisas. A escolha de uma determinada
idade
para emitir licenças ou iniciar pensões é fisicamente arbitrário.
Não contractar pessoas (ou forçá-las a reformarem-se) por serem demasiado
novas ou demasiado velhas, independentemente das suas capacidades, é uma
barreira séria à mobilidade, assim como o é a acção baseada em pensamento
intolerante. Diferenças na maneira de vestir, agir, falar (até
variações no uso de tons de voz –
os homens tendem a usar três enquanto que as mulheres tendem a usar cinco
tons) aprendem-se e de modo diferente por homens e mulheres (e os indivíduos
transsexuais modificam-nas). O que é masculino numa cultura pode
ser feminino noutra. Raça
pode ser baseada em variações biológicas normais, mas não existem categorias
puras, apenas muitas misturas (tanto por casamento como por descendência),
e muitas excepções aos estereótipos comuns. |
| Notas:
Estas notas corrigem algumas inconsistências em exames de alunos.
Donos de escravos não obtinham trabalho escravo sem custo, tinham de pagar
a comida, roupa, alojamento e pensão para a idade avançada. Muitos
ex-escravos sofreram bastante após a abolição porque os donos insatisfeitos
os expulsaram. Não estou de acordo com a frase de que raça, idade
e sexo não são tópicos válidos para a sociologia. Não estou
de acordo que sejam apenas biológicos ou apenas sociológicos; estão
na fronteira. A mobilidade de que se fala é mobilidade social, não
mobilidade geográfica. Definir perfis nos aeroportos não é definir
perfis de terroristas, é porém a definição racial de perfis de muçulmanos
do Médio Oriente (os fundadores de Israel e dos EUA também eram terroristas). |
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