Para reconstruir a história de Kwawu é
necessário ver os dados arqueológicos, tradições orais, relatos arquivados
de missionários e de administradores coloniais, e então as publicações
e jornais. Integrar e conciliar estas fontes dÃspares é um desafio interessante,
mas por vezes difÃcil.
;Pré-historia Kwawu Uma gama interessante de material está disponÃvel para a pesquisa arqueológica. O material biológico se degrada rapidamente na floresta tropical, então é difÃcil obter dados de sÃtios a céu aberto, porém as muitas cavernas em Kwawu são uma fonte rica e variada. Pólen e sementes, por exemplo, podem ser usados para rastrear o melhoramento genético seletivo de palmeiras de óleo (dendezeiro), feito pelas mulheres Akan, resultando em um grão maior. As cavernas, que foram um dia utilizadas como residências pelos seres humanos (como evidenciado pela análise de carbono 14), são agora quase que exclusivamente santuários e casas dos deuses locais. Os Afram No passado uma grande planÃcie de cerrado entre os rios Afram e o Volta, o Afram e agora principalmente parte do lago formado pela barragem Akosombo. Antes da construção da ferrovia entre Acra e Kumasi, o transporte por canoa no rio Afram foi o principal meio de transporte entre Kumasi, Kumawu Kwawu e a costa litorânea. Antes da chegada e da expansão dos Akan, as PlanÃcies do Afram eram a localização de um grande reino Guan liderado por Ataara Fidam (o mesmo nome é dado a uma série de reis). Padrões de Assentamentos. As relações espaciais entre os assentamentos e terras refletiu a migração e desenvolvimento históricos. As primeiras populações viviam em assentamentos dispersos cultivando a terra próxima ao local onde viviam. Os Guan trouxeram consigo os assentamentos nucleares onde várias linhagens patrilineares relacionadas viviam em uma aldeia maior e as pessoas cultivavam em torno desse núcleo. Os Akan matrilineares trouxeram consigo federações de linhagens que viviam em assentamentos muito mais organizados para a defesa e guerra (de modo a controlar rotas comerciais) e cada linhagem matrilinear acabou desenvolvendo um pedaço de terra no formato de uma torta com a confederação criando suas casas de tamborete no centro do cÃrculo. Do CÃrculo ao Quadrado; As primeiras residências, tirando as cavernas, foram construÃdas com ramos e folhas e eram geralmente redondas sendo o telhado feito das paredes amarradas juntas no topo. Hoje em dia caçadores ainda constroem algumas destas casas quando estão fora em uma longa jornada de caça. Os Guan introduziram o uso de argila, quer seja acácia e argamassa para casas de construção mais rápida porém menos permanentes, ou tijolos de argila cozida ao sol para casas mais permanentes. Como os Akan mantiveram os Deuses dos Guan, muitas casas antigas dos deuses ainda são redondas. Os Akan, que podem ter sua origem rastreada no Saara e até mesmo no Egito, trouxeram consigo uma arquitetura mais adequada para o deserto, quadrada, porém com um pátio central quadrado. Portanto, a passagem de cÃrculo para quadrado coincide com a mudança social e polÃtica de patrilinear para matrilinear. Missionários suÃços. Quando Ramseyer, um beato suÃço da Basiléia, tentou encontrar a sua "Missão Ashantee", foi raptado e passou três anos em cativeiro. Quando libertado, ele não foi admitido em Asante, então ele construiu a sua missão em Kwawu. Kwawu usou o evento para declarar a independência dos Asante assassinando o embaixador Asante. Os clãs Bretuo e Tena (Twidan) em Abetifi e Abene eram pró Europeus e lideraram o movimento para se tornarem um protetorado britânico. Os clãs Asona e Dwumina da divisão Benkum aliaram-se aos de Kyibi que já fazia parte da Colônia da Costa Dourada. Obo liderava a facção pró Asante em Kwawu como chefe da divisão Nifa, sendo dos clãs Amoakade e Ada (Aduana) e parentes dos lideres de Kumawu. Até que a Bretanha fizesse de Kwawu um protetorado, este foi tecnicamente um momento de independência Kwawu – o único momento. Kwawu tornou-se efetivamente uma colônia de missionários suÃços que organizaram a construção de estradas, um serviço de correios, e muito mais. Depois que Asante foi finalmente derrotado em 1901, e Kwawu tornou-se parte da colônia, a segunda geração de administradores britânicos (não os aristocratas ricos diletantes como da primeira geração), ficou com inveja da SuÃça e planejou uma conspiração para retirá-los. Eles acusaram os suÃços de serem simpatizantes dos alemães e espiões durante a Primeira Guerra Mundial (falso), colocaram os homens em campos de concentração, enviaram as mulheres para a Grã-Bretanha, e entregaram a Congregação para a Igreja Presbiteriana da Escócia, mantendo todos os serviços públicos para si Infelizmente, este capÃtulo da história Kwawu ainda não está escrito, e tudo o que tenho para mostrar aqui são quatro fotos do arquivo de 1880 tiradas pelos missionários da Basiléia. Trens; Talvez o transporte ferroviário, introduzido na primeira metade do século XX, tenha sido a tecnologia moderna mais revolucionária. Foi construÃdo no lado Sul da escarpa de Kwawu e tirou o rio Afram como a principal rota entre Kumasi e a costa. Apesar da importância histórica da ferrovia, sua deterioração foi permitida ao ser substituÃda por uma rodovia, e tornou-se extinta durante a década de 1970. Uma história completa de Kwawu, usando todas as fontes mencionadas acima, é parte da dissertação de doutorado (PhD) de 500 páginas pela Universidade de Gana, Legon. A falta de recursos me impede a digitação disso em arquivos de computador para torná-lo disponÃvel na Internet.
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